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Música eletrônica e raves são estudadas por alunos da Fanor.
Os alunos da Faculdades Nordeste (Fanor) que estudam Comunicação Social, criaram um blog para discutir temas propostos em sala de aula pelo Professor Lins Galtier, Ph.D em Antropologia da Religião e Cybercultura.
O que chamou a atenção foi o conteúdo de algumas aulas: "o desenvolvimento da música eletrônica de 1857 até os dias atuais". Lins postou no blog algumas observações bem interessantes sobre raves, o uso de drogas, o capitalismo e a música eletrônica inserida na sociedade contemporânea. Seguem alguns trechos:
"Vimos como esse movimento pós-guerra foi obsorvido pela "indústria cultural", e como a música eletrônica acompanhou esse processo a partir dos anos 80 (Vangelis, Jean Michel Jarre, Kraftwerk, as grandes bandas dos anos 80 como A-HA, Pet Shop Boys, Erasure, etc, Paul van Dyk e os hits atuais). Vimos, também, os diferentes estilos e suas origens GOA, HOUSE, PROGRESSIVE, PSY TRANCE, etc"
"As raves surgem num contexto diferente, ao ar livre, com panfletos informando apenas local e data, sem autoria de iniciativa - apenas uma tentativa de agrupar pessoas para estarem mais próximas da natureza e dançarem por mais de 8 horas seguidas ao som da música eletrônica. Então qual o motivo de, em um determinado momento (e em várias localidades do planeta), estes movimentos culturais terem sido proibidos. Atentem para o que escrevemos: PROIBIÇÃO DE UM MOVIMENTO CULTURAL. Por causa do comportamento das pessoas que iam a essas 'festas tribais'. Isso mesmo, uma sociedade civilizada não pode conceber um comportamento tribal, porque este não serviria a fins econômicos imediatos. Mas não era essa a justificativa dada para o comportamento. Atribuiu-se, então, essa proibição pela questão do uso de drogas".















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